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Nome: Alessandra

Apelido: Alesinha

Onde moro: Santo Andr� - SP

Meu objetivo: come�ar meu mestrado

Meu filho: Mio meu gato de 13 anos

Meu amor plat�nico: Paulo Roberto

Menor peso: 38 Kg

Maior peso: 53 Kg

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06/09/2004 11:39

Olá meninas, tudo bem? Desculpem-me pela falta de post, minha vida virou de cabeça para baixo e vou contar o porque. Dia 15/8 (domingão), seria um dia perfeito para descansar, porém, logo pela manhã algo muito ruim aconteceu, minha mãe, que tem 64 anos, tropeçou no tapete de casa, caiu de costas, bateu a cabeça na quina de um móvel, quebrou o braço esquerdo e uma costela, na hora em que ela caiu, eu nem estava em casa, tinha ido até o mercado, quando voltei encontrei ela aos berros, deitada no chão, imóvel. Foi horrível. Tive que chamar a ambulância, arrumar a casa correndo. Passei o resto do dia no Hospital, ao fim, voltamos para casa, ela com o braço engessado e pensando em como minha vida, a partir dali mudaria. E de fato mudou, me tornei escrava de minha casa, tendo que fazer tudo sozinha num sobrado enorme de 200m2, com dois quintais, edícula, enfim, é serviço que não acaba mais. Mas tudo isso não seria tão ruim se ao menos minha mãe me desse uma trégua, quando ela percebe que estou cansada ou me pega chorando fazendo o serviço, ela me diz para fazer somente aquilo que dá para fazer, mas eu a conheço e sei que se não fizer, ela vai jogar na cara que não tem ninguém para cuidar dela, neste ultimo sábado, foi minha folga e trabalhei sem descanso de manhã até as 22:00, no final do dia minha mãe começou a falar que antes de quebrar o braço ela dava conta de tudo, começou a passar o dedos nas portas e mostrava a sujeira pra mim, não sei como me defender de minha mãe, estou acabada... E ontem, domingo, feriado, trabalhou, hoje vou trabalhar e amanhã sete de setembro, feriado, também vou, não consigo dar conta de tudo e isso está me matando. Minhas sessões de terapia mudaram, agora eu voltei à fase de reclamar de tudo, da vida, de todos, minha psicóloga faz cara feia toda hora, deve ser horrível ouvir uma pessoa se lamentando o tempo todo, eu sei... Mas ao menos a tenho, que me ouve. Faz três semanas que tudo aconteceu, nesse tempo eu liguei para minha irmã, na esperança de obter algum tipo de ajuda, financeira para pagar uma empregada e ajudar nos gastos, ajuda física, vindo aqui em casa fazer companhia pra minha mãe ou fazer alguma comida que seja fácil para ela esquentar e comer... Nem retorno de minha ligação eu recebi, nem ao menos um telefonema para saber como estávamos nos virando. Teve um dia em que senti muita raiva dela, ela nunca se preocupou com ninguém da família, sempre que pode me aconselha a largar o tratamento, nunca me ajudou a comprar um comprimido que fosse, ela não é minha irmã de verdade e então volto à estaca zero, a conclusão de que não tenho família mesmo. Um dia, quando meus pais morrerem, vou ir embora daqui, não quero vê-la nunca mais. Eu aqui pensando...Com minha mãe com o braço quebrado e eu me matando para deixar essa casa em ordem (sem conseguir é claro!), fico imaginando que meu futuro e meu fim não vai ser nada bom, depois que meus pais morrerem, vou ficar sozinha de vez. Não sei se um dia terei dinheiro para comprar uma casinha e me sustentar sozinha até o fim, não acredito que um dia vou me casar, não sei, tenho problemas com homens, não sei explicar direito, não gosto da idéia de ter um marido me obrigando a dormir com ele todas as noites, mas isso é outra história para um outro post; se não conseguir me virar sozinha, vou acabar virando mendiga, me imagino dormindo nas ruas ou então num asilo sujo, numa cadeira de rodas, cabeça baixa, toda torta, sem falar mais nada com ninguém, pele e osso, ligando a mínima para qualquer coisa. Acho que vou enlouquecer e acreditar que sou feliz daquele jeito. Eu sei, esse post está péssimo, mas precisava desabafar.
Um grande beijo a todas!
Alesinha



enviada por Alesinha






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