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Nome: Alessandra

Apelido: Alesinha

Onde moro: Santo Andr� - SP

Meu objetivo: come�ar meu mestrado

Meu filho: Mio meu gato de 13 anos

Meu amor plat�nico: Paulo Roberto

Menor peso: 38 Kg

Maior peso: 53 Kg

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07/02/2004 23:19



Oi Amigas!!!
Nossa! Quanto tempo que eu não escrevo aqui, precisei tirar as teias de aranha que estavam no meu blog, parecia estar numa casa mal assombrada hehe
Andaram acontecendo umas coisas chatas e outras legais também, bom vou começar com as chatas pra terminar o post alegre. Desde o início do ano o Stefanelli (meu ex-chefe) vem me passando alguns desenhos para eu fazer em casa, ao todo são quatro desenhos, desses ele me pagou somente um, nessa semana ele me passou mais três desenhos e quando eu me referi a valores, ele me disse que um desenho era somente uma correção de um desenho que eu já fiz no ano passado, o outro ele iria ver se o cliente me daria algum dinheiro ou não e quando eu perguntei sobre o último desenho, ele deu uma risadinha e me falou num tom bem irônico: “eu te pago um almoço, está bem?” No dia seguinte, quando estava em casa ele me ligou desesperado perguntando quando é que eu iria entregar os desenho, quando eu falei que nem tinha começado, ele disse com espanto: “mas você nem começou ainda?” Meu, o que esse cara pensa que eu sou? Escrava dele? Pior é que eu tive que ir para o escritório dele pra terminar um dos desenhos (o mais complicado), fiquei três dias indo lá direto e nesses dias ele nem me pagou almoço, saiu tudo do meu bolso, na sexta feira eram oito horas da noite quando exausta saí do escritório dele e mesmo assim contra a vontade dele, o que esse cara pensa que eu sou? Além de me mandar embora com uma mão na frente e outra atrás, ele quer que eu trabalhe de graça pra ele? Só consigo pensar numa maneira de me livrar dele, nunca mais quero saber dele, quero que ele se dane!!! Mas depois eu fiquei pensando que eu não sei valorizar meu trabalho, cresci achando que não tinha valor nenhum, aliás, cresci achando que eu só teria valor se anulasse as minhas vontades e fizesse tudo para agradar aos outros, mas hoje eu percebo que isso tem um nome: “boazinha” para alguns e “otária” para outros, tem um livro muito bom sobre esse assunto “Mulheres que amam demais”, não me lembro o nome da autora, mas vale a pena procurar. Tenho conversado com minha psicóloga sobre o assunto, eu tenho consciência de que estou agindo errado quando penso em fazer tudo para os outros, mas não consigo mudar, é complicado, ás vezes eu estou numa situação dessas e sempre acabo cedendo para os outros, percebo isso quando vou pegar trem ou qualquer outra condução, quando o trem chega, eu sempre deixo outras pessoas entrarem primeiro, porque eu não posso entrar primeiro do que as outras pessoas? Porque tenho sempre que ficar por último? Gostaria de mudar isso...




No último domingo também fiquei triste, de manhã eu fui comprar os jornais para procurar emprego, comprei outras coisas também e quando eu cheguei em casa só queria descarregar as sacolas e minha mãe veio pra cima de mim querendo pegar o caderno que fala das novelas, só que ela não achou logo de cara e eu disse pra ela pegar depois, ai, porque eu fui fazer isso, ela começou a falar que eu era ruim demais, que por causa disso é que eu não arrumava emprego e blá, blá, blá... Eu sei que o que ela fala não é verdade, se fosse há alguns anos atrás eu entraria numa depressão feia, mas hoje eu consigo apenas ficar triste. E depois disso ela continuou falando um monte de coisas, reclamando do meu pai, que era pra tirar a foto dele do meu computador, que isso estava prejudicando a vida religiosa dela, (ela é testemunha de Jeová e meu pai é espírita da umbanda), se fosse assim, ela teria que jogar todas as fotos do casamento e lua de mel dela fora, mas essas fotos não a prejudicam, só a minha que eu tenho no meu computador, estranho né? Reclama da árvore (minúscula) da vizinha que está empurrando o muro dela (não sabia que aquela arvorezinha tinha esse poder todo). E quando ela começa a discutir com o gato? Ela quer que ele fique num determinado lugar e fica repetindo isso pra ele, é claro que o gato não fica onde ela quer, ele nem sabe o que ela está dizendo, outro dia o gato arranhou ela e ela ficou o resto do dia repetindo isso pro coitado, me deu até dó do bichano...




Bom vamos a notícia boa, nasceu o filho da minha prima, eu gostaria de ter ido a casa dela pra conhecê-lo mas os desenhos forçados que o carrasco do meu ex-chefe me obrigou a fazer não me permitiram isso, nasceu de parto normal, eu gostaria de perguntar se ela sofreu muito, se dói, essas coisas, mas eu fico sem graça, minha experiência nesses assuntos não é grande, quando fiquei grávida e perdi o bebê eu estava no 1º ou 2º mês e tive um sangramento muito forte com cólicas e nada mais. Uma vez eu tive que cauterizar 100% do colo do útero, eu tinha 15 anos e eu fui pro consultório sem saber o que me aguardava, mas fui forte, não abri a boca, só chorei muito, quando a médica me perguntava se estava doendo eu respondia: “só um pouquinho”, claro que eu estava morrendo de dor, no meio do procedimento ela deu um tempo, disse que eu não agüentaria ir até o final, lembro que minhas mãos começaram a tremer e eu não tinha mais controle sobre elas, no final a médica me elogiou muito, disse que eu era muito corajosa. Mamães de plantão deixem suas opiniões sobre o parto normal e a dor, ok?



Pra encerrar esse post enorme, acho que vou mudar o nome desse blog, vou colocar: “Resumo da semana de uma Arquiteta desempregada”.
Estou com muitas saudades de vocês, me perdoem por não estar visitando a todas, espero conseguir isso em breve.
Quero que vocês saibam que eu desejo muito que todas sejam muito felizes, essa frase é comum, mas o sentimento é verdadeiro, estimo muito cada uma de vocês!!

Um grande beijo
Alesinha


enviada por Alesinha






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