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Nome: Alessandra

Apelido: Alesinha

Onde moro: Santo Andr� - SP

Meu objetivo: come�ar meu mestrado

Meu filho: Mio meu gato de 13 anos

Meu amor plat�nico: Paulo Roberto

Menor peso: 38 Kg

Maior peso: 53 Kg

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17/01/2004 20:54

Oi Meninas, tudo bem?
Eu sei, ando sumidona, mas vai ter que ser assim por um tempo, até eu arrumar um emprego fixo, meu chefe me passou alguns projetos para serem feitos, até já recebi uma graninha, mas só dá pra cobrir uma parte das contas, já estou rezando de joelhos todas as noites pra ver se eu arrumo alguma colocação, ta difícil...
Mas por incrível que pareça eu ando otimista, quando eu estava empregada pensava que se eu fosse demitida, ficaria muito mal, não sairia mais da cama e muitas outras coisas ruins, mas parece que uma força que vem sei lá de onde, está surgindo, e isso está me empurrando para frente 
Outro dia eu fui à procura de um emprego, comprei o jornal e vi lá: “Centro de Solidariedade ao Trabalhador da Força Sindical”, tinha várias vagas para diferentes modalidades de trabalho, eu sou arquiteta, mas não me importo de trabalhar fora da área, sei que a situação não é das melhores, e trabalharia numa boa. Tava escrito: “comparecer no local entre 8:00h e 17:00, fui num dia que tinha consulta com a psiquiatra bem cedinho, depois da consulta eu fui nesse local, chegando lá um dos seguranças me falou que é distribuído 2.500 senhas por dia (é isso mesmo 2.500), eu perguntei que horas que eu tinha que chegar pra pegar a senha, e ele me falou que se eu chegasse lá às 5:00 da manhã, talvez eu conseguiria pegar a senha, mas deixou bem claro que pra garantir a senha mesmo era preciso chegar antes das 5:00h, fiquei péssima, como é que vou chegar lá nesse horário?
Mas ainda não desisti. Bom, aproveitando que eu estava na rua Galvão Bueno na Liberdade, aproveitei para dar uma volta no comércio da região, e meninas, lá tem cada coisa legal, tudo era lindo, papel de carta, relógios, roupas, bichinhos de pelúcia, chaveirinho, tudo muito delicado e eu quase fiquei louca, em cada loja que eu entrava, tinha vontade de comprar cinco, seis coisas, mas resisti, pra não dizer que não comprei nada, escolhi um espelhinho de levar na bolsa, super delicado, era tudo o que eu podia comprar, fiquei feliz com isso. Depois eu fui pra casa do meu pai, na estação Brás do metrô e trem, colocaram um posto que distribui lanche e suco por um preço bem pequeno 0,60 (sessenta centavos), é do governo do estado, chama-se bom lanche e funciona das 8 da manhã até as 8 da noite, não queria chegar na casa dele com fome, senão ele iria me obrigar a comer, mas não deu outra, cheguei lá pelas 2 da tarde e ele me fez comer um prato de comida, pior é que eu tava com fome e comi mesmo, a comida da minha tia é tão gostosa. Fiquei lá até a noite e bem à tardinha veio à janta e tive que comer novamente, mas tava uma delícia, comi um prato enorme de arroz e feijão e no final duas bananas, saí de lá com um pouco de culpa, mas tudo bem, como diria meu amigo: “faz parte!”
Ainda estou otimista, não sei como isso é possível, será que estou curada? Antes eu não acreditava que ia sair dessa, e agora estou vendo uma luzinha no fim do túnel, se eu melhorar vou tomar menos remédios, isso já é um passo, ultimamente eu tenho conseguido meus remédios nos postos de saúde público, mas não é sempre que se encontra os remédios, isso tem me ajudado bastante.
Olha meninas, eu peço desculpas por não entrar no Blog de vocês, espero normalizar minha situação o mais rápido possível.
Perdoem-me
Milhões de beijos a todas vocês



Alesinha

enviada por Alesinha






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