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Nome: Alessandra

Apelido: Alesinha

Onde moro: Santo Andr� - SP

Meu objetivo: come�ar meu mestrado

Meu filho: Mio meu gato de 13 anos

Meu amor plat�nico: Paulo Roberto

Menor peso: 38 Kg

Maior peso: 53 Kg

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22/10/2003 10:43
Oi gente, hoje eu passei com a minha psiquiatra, me dá uma angustia quando eu saio de lá, eu tenho a impressão de que ela não liga muito para o meu caso, no início do tratamento, no começo desse ano, ela parecia se importar mais, me dá a impressão de que quando o paciente não melhora, o médico fica com raiva do mesmo e quer logo se livrar dele. Não consigo esquecer da outra equipe que me abandonou, eles disseram que estavam fazendo o melhor por mim, mas pra mim, foi engano, eles não queriam me atender mais e me chutaram para outros médicos, e não pára aí, eu tenho a impressão, quase certeza absoluta de que essas médicas que me atendem, vão fazer o mesmo e eu vou sofrer muito, porque todos na minha vida me abandonaram, de um jeito ou de outro, eu tenho até um livro que se chama "Abandonada" e costumo lê-lo quando minha angustia aumenta, no caso, esse livro trata do abandono que alguns homens fazem com suas mulheres, mas o sofrimento é o mesmo, no começo do abandono é como se a gente tivesse que se rastejar (literalmente) para sobreviver, eu sinto isso também, já tive essa experiência com meu primeiro namorado, aquele que mais amei e que me abandonou grávida com 15 anos para se casar com o grande amor da vida dele, foi horrível! Mas voltando ao assunto de minha psiquiatra, eu saio de lá tão angustiada, porque quando essa terapia acabar, pra onde eu vou?!Fico desesperada, porque já fui em tanto lugar, não sei se eles vão aceitar me atender novamente, é horrível. Quando começo a falar as loucuras que faço, minha médica faz uma cara de quem está com raiva, não sei o que ela quer dizer, fico me sentindo como uma criança que está levando uma bronca, mas o que ela não entende, é que eu não consigo fazer outra coisa a não ser machucar meu corpo, sinto que eu cheguei num ponto em que nunca mais vou voltar a ser a pessoa normal que fui um dia. As vezes eu fico me perguntando se eu quero realmente me curar, faz tanto tempo que estou em tratamento, anos, e as vezes, sei lá, pode ser que na minha cabeça, no meu inconsciente eu queira permanecer doente, pra sempre ter alguém pra me ouvir, é estranho, eu não me conheço totalmente. Eu fico pensando na Joyce e como ela superou seu problema e fico me perguntando porque eu não consigo fazer o mesmo, porque eu tenho a necessidade de permanecer doente, será coisa de criança que finge estar doente pra chamar a atenção dos pais? Gostaria de me entender um pouco mais, só sei que isso tudo dói muito.
Beijinhos a todas
Alesinha
enviada por Alesinha






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